domingo, 7 de dezembro de 2014

Importância dos links entre prática e teoria

Já ouviu a expressão na prática a teoria é outra? Não se deixe enganar, se a teoria não está sendo base da sua prática você pode estar tendo problemas em sala de aula que é preciso ser refletido para assim obter soluções práticas.

Quando voltamos para o campo prático na educação é importante montar um portfólio relatando o que ocorreu e a medida que o tempo passa, sua maneira de ver aquele projeto muda. Logo, você consegue problematizar e encontrar soluções que antes não era vista porque você estava contaminado pelo campo.

Neste poste, tenho como intenção mostrar e relatar sobre a minha experiência na disciplina de estágio cinco e compartilhar minhas construções de apresentação em formato de prezzi para que possamos repensar a forma como temos lhe dado com o ensino.


Disponível em:
http://prezi.com/__6y1umcasqd/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share

Relato sobre a simulação de uma ação pedagogia que tem por base a proposta:


"Suponhamos que você é um arte-educador comprometido, que defende uma educação emancipadora e que, portanto, reconhece a voz de seus estudantes. Porém, você se vê diante de um “fenômeno” que lhe perturba, lhe deslocando de verdade absolutas e de sua segurança. Você descobre que em sua sala de aula, do oitava ano, há um aluno (filho de lésbicas) que está sofrendo bulling diante de seus olhos. Como a escola evita tratar esses temas e sendo você arte-educador comprometido, como trataria esse tema em sua disciplina? Que ações pedagógicas proporia para incluir esses “novos alunos”, “outros sujeitos” no contexto escolar? Sugiro que ao propô-las leve em consideração questões do tipo: Quem você pensa que são os seus alunos e o que você deseja que eles sejam? O que essa resistência diz de você? Considerando as bibliografias discutidas (ARROYO, 2012; FERRARI, 2012) e o filme “As melhores coisas do mundo” de Laís Bondanzky, 2010 assistido em nossas aulas de estágio supervisionado V, como você proporia uma ação pedagógica introdutória sobre esse tema, para ser desenvolvida com essa turma específica ou com a escola como um todo de quatro a oito sessões, ou seja, no limite de um a dois meses?"

E relato passo a passo como seria feita essa ação, saindo de um currículo tradicional e indo de encontra as necessidades reais de um ensino que comunique com a vida.


O segundo trabalho disponível se baseia na no livro de Fernando Hernández, Catadores da Cultura Visual (2007), onde faço um resumo sobre seu primeiro capitulo para apresentação. Sendo discutido neste porque o currículo não está encaixando com a realidade dos alunos, possuíndo vídeos e paíneis semânticos, como está charge:




Encontra-se disponivel em:
http://prezi.com/fnmoldbzqx4n/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share


O terceiro prezzi, retrata sobre minha experiência de estágio onde exponho meus erros, e repenso meu lugal-posição como uma docente em formação. Concluindo este com um poema de Cecília Meireles que relata perfeitamente meu processo de aprendizado durante o estágio.
Disponível em:http://prezi.com/1i7h7ea4rksz/?utm_campaign=share&utm_medium=copy


" Desenho

Traça a reta e a curva,
a quebrada e a sinuosa
Tudo é preciso.
De tudo viverás.

Cuida com exatidão da perpendicular
e das paralelas perfeitas.
Com apurado rigor.
Sem esquadro, sem nível, sem fio de prumo,
traçarás perspectivas, projetarás estruturas.
Número, ritmo, distância, dimensão.
Tens os teus olhos, o teu pulso, a tua memória.

Construirás os labirintos impermanentes
que sucessivamente habitarás.

Todos os dias estarás refazendo o teu desenho.
Não te fatigues logo. Tens trabalho para toda a vida.
E nem para o teu sepulcro terás a medida certa.

Somos sempre um pouco menos do que pensávamos.
Raramente, um pouco mais.''
                        
  (Cecília Meireles)

Por último, exponho um prezzi que fiz para relatar sobre a mudança no plano de aula em sala de aula e em como devemos estar preparados para dar de cara com o desconhecido.


Disponível em: http://prezi.com/yn3sn-n-n2sh/?utm_campaign=share&utm_medium=copy&rc=ex0share


Aprendendo por vídeo - Iniciação de uma EAD


Na busca por pelo aprendizado, tudo torna-se válido quando é preciso ir atrás de um sentido que comunique com a vida cotidiana. Neste poste, apresento a vocês uma aula da professora drª Rosa Iavelberg, com pequenas anotações em formato de um resumo mais objetivo procuro esclarecer e dar pauta ao material que está sendo desenvolvido. 
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=ce5Qewz0QGU



Trabalhando com conceitos:
Conceito de sequência didática: possue vários tipos: desde mais abertas as negociações dos alunos e outros que a priori os professores escolhem.

Area de arte -
Desenho curricular: como se faz o planejamento –
Sequência didática: é uma forma de organização do desenho curricular (uma ordenação).
Nossa área no desenho curricular tem como objeto de conhecimento a própria arte:
A arte é aquilo que vamos ensinar e o seu sistema, como ela se organiza, como ele é produzida,como ela se distribui, como se dá o seu acesso na sociedade, na contemporâneadade e na história.

Deformação no desenho curricular:
- Tema transversalizados
- Proporcionar para as crianças cópias de modelo, copia e rele mecanicamente. O que se quer com uma proposta dessa? Cópia de modelo estereotipada, pobre e sem sentido. Essas imagens que são oferecidas devem vir do mundo da arte, ter relações com elas! O que se quer com uma proposta dessa?

Objetivo da aula de arte:
1º­  - ensinar arte com obra de arte
2º-  dar ênfase no fazer artístico criador do aluno, desenvolvimento do percurso criador com marca pessoal onde ele possa expressar sua subjetividade e desenvolver sua singularidade na poética que ele realiza em sala de aula.

exemplo: proposta desenhe sua cidade -
Qual o repertório que o aluno tem para realizar essa tarefa? Passeios pela cidade, fotos, trazer artista que representaram a cidade e outras cidades. Na verdade, são modos de resolver problemas
Problema que se coloca para desenvolver
Questionamento mostrar imagens antes ou depois da aula.
Modo de resolução dos artistas – de representar um espaço urbano.
Pratica artística do aluno com a pratica da sociedade

Pensar numa formação de professores:
Didática contemporânea : considerar arte como aérea de conhecimento. Precisando alcançar equidade perante as outras áreas de conhecimento.
Demandas do professor: preparar para ensinar – ninguém trabalha sozinho em educação. Ter experiências de criação em arte. (percorrer os processos de criação) para reconhecer no outro o tipo de processo.
Quais são os conceitos, procedimentos, técnicas e valores ligados a essa área de conhecimento.

3 eixos de aprendizagem significativas: o fazer artístico com atividade de criação, de interpretação (leitura) e refletir sobre sua contexto – obras e arte.
Formação continuada para que possa ser atualizado.
Aprendizagem significativa: tudo que o aluno sabe em relação ao conteúdo novo que está sendo apresentado em sala de aula.
Fazer artístico: Percurso autoral, e fazer para aprendender
Leitura do contexto: interpretações
Refletir ou saber situar

O que vamos ensinar? (são os conteúdos)
Zabala: Fatos, conceitos e princípios
Conceito é um construto social (ex: impressionismo foi construído)
“Cubismo é tudo quebradinho”
(não é preciso decorar um conceito, e sim reconstrói o significado)
Fato: aprende decorando – com reptições
A semana de arte moderna aconteceu em 1922
memorização significativa,
Princípios igual ao conceito
Ambito pratico

O que é  um procedimento do aluno em sala de aula?
Procedimento é um conjunto de ação que implica num resultado. E as técnicas.
Construções sócio históricos
Os alunos tem que agir para construção desse procedimento
ex: fazer pipa, instalação, pintura em tela
Procedimento só aprende fazendo
Técnica faz parte do plano expressivo
Nível de saber
Os valores se aprendem pelo intermédio do exemplo
Saber cognitivo
Saber da ação
Saber ser e saber ser no convívio com outros

(como esses tipos diferentes de conteúdo são aprendidos)
Ensino construtivista: atende a diversidade dos alunos.
Escola tradicional e escola renovada
O aluno vai aprender para si e para a participação social
se aprende pela descoberta e pela solução de problemas
Singularidade de como se aprendem











Sobre Rosa Iavelberg




Já a algum tempo, possuo inquietações a respeito da produção de material didático de arte para alunos do ensino fundamental, no segundo ciclo, de 5º a 9º ano. Fui em bibliotecas e livrarias de minha cidade, procurei em sites on line e nada foi achado além do livro da Graça Proença que é realizado apenas em um volume. Foram quando minhas inquietações começaram a engatinhar na busca de algo mais profundo.

O professor do munícipio, estado e do ensino privado tem acesso as novas informações e apresentação de material  didático?Como o currículo tradicional impulsiona o ensino de artes, quais poderiam ser as novas alternativas de ensino de arte?Como promover um material didático acessível para o docente, onde ele possa se inspirar e renovar sua prática?

No processo dessa inquietações conheci o trabalho da Professora Drª Rosa Iavelberg que como se encontra no currículo lattes (disponível em: https://uspdigital.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=D7A2A17F259D) dela "(...)tem experiência na área de Artes, com ênfase em Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: arte, formação de professores, arte na educação, currículo de arte na educação, desenho da criança e do jovem". E tem sido desde então um ganho para meus estudos sobre a construção do currículo.

Neste post disponibilizo seu livro on line:

Para gostar de aprender arte: Sala de aula e formação de professores.



E o sumário:


Em um segundo momento, para aqueles que não conhecem o trabalho de Rosa Iavelberg trago uma entrevista de outubro de 2010, onde ela fala de "arte como instrumento para produção de significados" disponível em
http://www.blogacesso.com.br/?p=3493

São diversas as vertentes pedagógicas que pregam o ensino da arte na escola, como um instrumento para a construção da subjetividade. Como primeiro canal formal de aprendizado, a escola deve prover aos alunos recursos para o desenvolvimento intelectual, psíquico, emocional, cultural e social. Este estímulo artístico atua, justamente, para a descoberta das diversas facetas do mundo – seja interno ou externo à criança –, para a exploração de potenciais latentes e para a estruturação de significados.

Na entrevista que você lê agora, a professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – USP e uma das autoras dosParâmetros Curriculares Nacionais – PCN na área de Artes, Rosa Iavelberg, ressalta, entre outros pontos, que o aprendizado da arte “favorece a participação social pelo viés das trocas simbólicas”. Leia a matéria na íntegra a seguir.

Acesso – Qual a importância da arte para a formação do ser humano, para sua percepção sobre o mundo?
Rosa Iavelberg – Aprender arte favorece a participação social pelo viés das trocas simbólicas. Para tanto, as formas de relação da aprendizagem em arte, nos diferentes contextos didáticos, devem implicar o aluno, mobilizá-lo e promover uma experiência com sentido para ele, que assim se reconhecerá nas práticas dos artistas e dos que participam do universo da arte. Quando aprende arte o aluno amplia suas possibilidades de compreensão do mundo na interlocução que faz com as poéticas (obras de diversos tempos e lugares), conhece-se mais e expande os modos de interação com os outros. Sabe-se que a interlocução poética é uma forma potente de compreensão das questões sociais e humanas.

Acesso – Por que o conceito de arte-educação sobrepujou a antiga nomenclatura "educação artística"? O que difere os dois termos?
R.I. – Podemos resumir respondendo que a diferença entre os termos está em consonância com concepções datadas da arte na educação escolar. A transformação refere-se, respectivamente, a proposições modernas e contemporâneas do ensino e da aprendizagem em arte. A escola ativa do começo do século 20 promoveu a livre expressão, que afetou nosso ensino de arte até os anos 80, quando nos novos paradigmas considerou-se o diálogo com a produção sócio-histórica da arte na aprendizagem.

Acesso – As escolas brasileiras estão prontas para trabalhar o conceito de arte?
R.I. – A maioria das escolas brasileiras não está pronta, mas pode ficar. Gosto de acreditar nisto.

Acesso – Como se dá a relação entre arte e cultura na escola?
R.I. – É recente a proposição curricular em arte, orientada à cultura visual, que inclui objetos de diversas mídias como conteúdos de estudo em arte na escola. Compreendo que estas orientações visam mais à transversalização de temas sociais da atualidade e seu estudo , por intermédio destas visualidades, do que ao ensino de arte. Nada tenho contra, contanto que se preserve tempo didático ao estudo da arte também. A formação cultural pode se dar mesmo fora da escola para todos, mas a formação cultivada carrega o princípio da equidade, do direito de acesso à arte e à produção cultural de qualidade artística e estética, sem hierarquizações, como direito do estudante no âmbito dos conceitos, procedimentos e valores ligados à arte.

Acesso – Qual o cenário da arte-educação no Brasil, hoje? Quem é o arte-educador brasileiro?
R.I. – Em cenário diversificado, encontramos professores que atuam nos moldes tradicionais com cópia de modelos, preenchimento de formas prontas e desenhos para colorir. Infelizmente, com referências estereotipadas e distantes do mundo da arte. Existem também professores que atuam no paradigma da livre expressão sem apresentar a produção sócio-histórica da arte e sem ensinar os procedimentos técnicos. Outro conjunto de professores acompanha as propostas contemporâneas, guiado em geral pelos PCNs do MEC, por documentos locais e, ainda, articula-se à Proposta Triangular, da Professora Ana Mae Barbosa, que associa o fazer, a leitura da arte e sua contextualização.

Acesso – Este último conjunto de professores citado consegue articular propostas pedagógicas tão diversas, convencionais e de vanguarda, com sucesso para o aprendizado da arte?
R.I. – Infelizmente, encontramos deformações em todas as escolhas dentro das três tendências pedagógicas tradicional, moderna e contemporânea, em muitas escolas. Nas diretrizes contemporâneas, por exemplo, entre outras deformações nas práticas, é constante a articulação interdisciplinar, com excesso de disciplinas por projeto na sala de aula, diminuindo e deformando os conteúdos da arte. Mas encontramos também, em número menos expressivo, o mais desejável: professores de sala de aula e arte-educadores que trabalham nas orientações contemporâneas com propriedade.

Acesso – Um professor não especializado em arte-educação pode causar danos ao processo de construção da subjetividade do aluno?
R.I. – Pode-se afirmar que um professor sem formação substantiva em arte- educação pode afetar os processos de criação artística dos alunos e a compreensão do significado da arte na sociedade e na vida dos indivíduos. A criação artística do aluno – hoje compreendida como manifestação singular do sujeito em diálogo com a produção de arte – requer espaço, tempo didático e orientação do professor para que o fazer e o compreender arte, nos quais o plano expressivo e construtivo do aluno operam em conjunto, possam ser vividos na escola. O achatamento de um percurso do fazer e saber arte decorre da má educação, que pode prejudicar a imagem que o estudante tem de si para aprender e criar.

Acesso – Como conectar crianças e jovens, que já nasceram na era das novas tecnologias, com a arte?
R.I. – As novas tecnologias também são parte do mundo da arte. Nas visitas escolares à Bienal de São Paulo deste ano, por exemplo, a maioria dos alunos carregava e usava máquinas fotográficas digitais ou celulares com câmera durante a leitura das obras.

Acesso – Que desafios o Brasil ainda tem a enfrentar para alcançar a excelência no ensino da arte-educação?
R.I. – Os desafios são os mesmos enfrentados nas demais áreas de conhecimento: promover a formação de professores; melhorar os salários da área de educação; realizar avaliação sistêmica das escolas, considerando a educação nos diferentes contextos, incluindo todos os fatores que interferem no sucesso ou no fracasso das aprendizagens.

Livro: CURRÍCULO, CULTURA E SOCIEDADE



O livro Cultura, Curriculo e Sociedade de Antonio Flacio Barbosa Moreira & Tomaz Tadeu da Silva (orgs.): Tradução de Maria aparecida Baptista- 7º ed. - São Paulo,Cortez, 2002. Encontra-se disponível para ser baixado pelo site: http://minhateca.com.br/Igor.D..Moreira/Tomaz+Tadeu+da+Silva/CURRICULO+CULTURA+E+SOCIEDADE,17822641.pdf

Disponibilizamos o súmerio do livro logo abaixo, para que você leitor possa ter uma previa do que está relatado no livro e como ele poderá ajudá-lo em sua pesquisa sobre currículos.


Durante as aulas da disciplina de Cultura, Currículo e Avaliação em Arte I, estudamos o capítulo três e quatro, assim disponibilizo minha resenhas críticas sobre os assuntos:

BOUGHTON, D. “Avaliação: da teoria à prática”. In: Arte-Educação contemporânea: consonâncias internacionais. Ana Mae Barbosa (org.) – São Paulo: Cortez, 2006, pp.375-387.
            Há quatro fatores centrais que contribuem para a complexidade no processo de conduzir uma avaliação permanente no ensino de artes visuais. Em primeiro lugar o professor precisar compreender e desenvolver várias “formas de análise e de relato, a fim de satisfazer diferentes própositos educacionais” (p.376). Em segundo lugar, há falta de clareza do que seria os termos-chaves e em seus critérios de julgamento. Terceiro, ausência de compreensão sobre a natureza da própria arte e por último o surgimento e desenvolvimento de avaliações autenticas que traga evidências para apoiar o conceito de julgamento dificultando o pensar em uma avaliação permanente.
            Mas qual seria o real papel da avaliação? Segundo o texto estudado, esta serve como uma “medida de temperatura” (Boughton apud Eisner, 1996) que pode ser dividida em três propósitos. A avaliação catraca que é de natureza somatória com objetivo de ingresso a faculdade, um exemplo nacional seria o ENEM e vestibulares em um contexto geral. A avaliação diagnóstica sendo utilizada na rotina escolar para verificar falhas (fraquezas) no ensino e formar estratégias partindo deste fenômeno para que o professor-educador possa repensar o seu processo, exemplo: eu como professora passo uma avaliação aos meus alunos e verifico que estes não estão compreendendo como se realiza a leitura de uma obra de arte, não a clareza por partes desses:  por onde começar ou qual elementos estes devem prestar mais atenção na leitura. Logo, partindo desta avaliação irei propor uma nova maneira de ensinar estes discentes a alfabetização visual procurando outros métodos para que haja uma aprendizagem real. Por fim, temos a avaliação formadora que tem como finalidade verificar os progressos de aprendizagem dos alunos. Onde estes participam deste em diálogo com o professor compreendendo e tendo um feedback de como foi formado o aprendizado.
            Outras questões que podem ser questionadas é quanto a termologias utilizadas no conceito da avaliação. “Tanto a medida quanto o teste produzem evidências que podem ser usadas para auxiliar os professores a avaliar o aprendizado de seus alunos” (p.378-379). Já atribuição de notas é destinado a um julgamento baseiado em símbolos (como números de uma escala de 0 a 10, ou letras de A a E para fundamental um desenvolvimento – uma critério particular). Existindo também termos intercambiáveis como student assessment (aprendizagem dos estudantes) e currículum evaluation (julgamento sobre a validade de um currículo).
            Apesar de visualizar inúmeras ausências em relação a atividades avaliativas (seus proposito e termologias) no cenário atual de ensino de arte. És que surge na campo das artes a possibilidade de trabalhar com uma educação contínua que valorize o processo de aprendizado dos alunos. O aluno é convidado a montar uma pasta relatando seus processo durante a disciplina. Em minha opnião, o que mais acho incrível neste desenvolver de atividades é que o aluno é livre para montar a sua pasta podendo misturar várias linguagens e objetos na construção desta. Acredito que quando damos ao aluno a possibilidade deste se recriar em vários tipos de linguagem iniciamos uma pedagogia crítica que vá de encontro ao cotidiano deste. Fotografias, desenhos, textos, pinturas, poemas, anatoções, rascunho...como ele irá coletará esses dados? Essa valorização da construção do aluno com seus significados fará com que durante o processo avaliativo o professor tenha evidências e fundamentos para então avaliar o aluno levando em conta sua subjetividade.
            Neste critérios de avaliação, segundo Boughton podemos nos agarrar a três níveis da construção desta. O que o aluno desenvolver e entendeu do tema proposto? Houve uma especialização do estudo de técnica? Através da construção da técnica este aluno conseguiu desenvolver sua construção de identidade? Partiriamos assim do tema abordado indo de encontro a produção de técnicas que resultaria em uma construção da subjetividade do discente. Recordando sempre que:
“A avaliação não é mais concebida como regaste de informações (Sullivan, 1993), mas como meio de mapear caminhos intelectuais dos estudantes – seu pensamento e entendimento.” (BOUGHTON, 2006, p.380) 


Capítulo IV:  Cultura popular e pedagogia crítica: a vida cotidiana como base para o conhecimento curricular (Henry A. Giroux e Roger Simon).

            Durante o período da década de 80, na América do Norte, encontramos processos de reformas educacionais que buscam a formação de um operário-trabalhador partindo do processo educacional. Como descrito por Giroux e Simon, “as escolas seriam uma forma particular de vida organizada com o objetivo de produzir e legitimar os interesses econômicos e políticos da elite empresarial” (pág. 94 e 95). Com tais objetivos, as pedagogias ligadas ao ensino educacional se destinaria a dinâmica da transmissão e imposição. Havendo um fortalecimento do poder da cultura hegemônica (salva e imposta através do currículo tradicional) com direito a silenciar outras vozes e experiências que partem do cotidiano.
            Somos convidados a repensar a função da escola, como afirma Giroux &  Simon, como um território de luta, com um proposito que está além de uma pedagogia da reprodução e assimilação de conteúdos. Sua função como descrita no texto está em “práticas que promovam o fortalecimento do poder social e demostrem a possibilidade de democracia” trazendo a repercussão da política da diferença. Sendo construída através de uma pedagogia crítica que ande de mãos dadas com uma cultura que parte do cotidiano trazendo ao ensino um sentindo com construções de experiências. Levando o sujeito a conquista da liberdade humana onde haja “compreensão da necessidade e a transformação dessa necessidade” (pág. 99).
            Para compreendemos melhor como se dá essa aliança entre a cultura popular e pedagogia, devemos primeiro conceber suas significações, construções e funções. Através do método comparativo, começando por suas semelhanças. Entendendo que ambas existem como discurso subordinados. De acordo com o discurso dominante a pedagogia seria “o que vem depois da determinação do conteúdo do currículo” (pág. 96) reduzida a categoria técnico-instrumental. Já a cultura popular seria “o que sobra após a subtração da alta cultura da totalidade de práticas culturais. Ela é vista como o banal e o insignificante da vida cotidiana” (pág. 97).  As principais diferenças  entre a cultura popular e a pedagogia como citada no texto são:

“A cultura popular é organizada em torno do prazer e da diversão, enquanto a pedagogia é definida principalmente em termos instrumentais. A cultura popular situa-se no terreno do cotidiano, ao passo que a pedagogia geralmente legitima e transmite a linguagem, os códigos e os valores da cultura dominante. A cultura popular é apropriada pelos alunos e ajuda a validar suas vozes e experiências, enquanto a pedagogia valida as vozes do mundo adulto, bem como o mundo dos professores e administradores da escola”. (pág. 96)
            As diferenças construídas entre pedagogia e cultura popular chegam a serem extremas em alguns pontos, no entanto, devemos entender a importância da união entre estes dois elementos. Somente quando a pedagogia e a cultura popular unirem como representes do terrenos de luta cultural poderemos ir de encontro a uma pedagogia mais política vivenciando uma política pedagógica. Entre os objetivos da educação encontra-se “tornar o familiar estranho e o estranho familiar” (Giroux e Simon apud. Clifford,1981) na busca por visualizar possibilidades de mudança no mundo, precisamos partir da construção de nossas necessidades e identidade. Para que assim, possamos ir de encontro as melhorias da condições de vida (no aspecto político e social).
            Essas experiências de vivenciar o ensino de maneira que os sujeitos recebam voz vai sentido inverso ao discurso produzido por Ryerson e Allan Bloom onde a cultura popular encontra-se como um “discurso totalistarismo dissimulado sob o véu da restauração cultural” (pág. 103) essa cultura marginalizada que dá voz aos seus indivíduos não é interessante para hegemonia. Logo, está se apropria da criação de um currículo feito por uma minoria que não re-conhece esse novo sujeito que possuí uma voz (construídos por uma nova pedagogia). Como relata Fernando Hernández em seu livro “os catadores da cultura visual”
“(...)Não se perguntam, por outro lado, por que os alunos se esforçam tão pouco, por que não respeitam os professores ou por que não prestam atenção, geralmente durante as aulas. Não será porque os conteúdos e as formas do ensino se encontram em uma crise substantiva e extensiva, tão radical quanto universal? (...) Porque, se aquele que produziu a lei ignora a condição deste novo sujeito, como pode esperar que o discente se converta em um consumidor satisfeito?" (2007,p.36)”
            Travamos neste momento uma luta para que esse novo sujeito possa ter direito a uma pedagogia da possibilidade que vá contra essa imposição de conteúdos classificados em grau de importância. Precisamos problematizar a pedagogia que nos é imposta e a questionar como aprendemos (professores e alunos). Evitando que em nossos discursos se construam em cima de uma única verdade. Compreendendo que através da construção de um pedagogia crítica poderemos “examinar cuidadosamente e por meio do diálogo as vias pelas quais as injustiças sociais contaminam os discursos e as experiências que compõem a vida cotidiana e as subjetividades dos alunos que nelas investem ”. (pag. 106)
Esta luta pedagógica tem como um de seus processos a inquietação de questionar o ensino e sua forma, além de promover uma auto avaliação onde possamos repensar nossa posição enquanto sujeitos. Repensando a cultura popular não a equivalendo com a cultura de massa que gera um produto. Porém, transformando produto como um possível evento que traga questões sobre pesquisar o seu processo de aquisição e distribuição deste. Este processo de produzir uma pedagogia crítica jamais terá um fim, como relata o texto:

“uma pedagogia crítica jamais está concluída: suas condições de existência e possibilidades estão em constante alteração, tendo em vista sua tentativa de se dedicar aquilo que “ainda não” se concretizou, que ainda é possível e pelo qual vale a pena lutar” (pág.116)
            Os caminhos que levam a um ensino real são turbulentos e construído a partir da dúvida, da inquietação e da perguntas potentes. Renovando se em uma nova postura perante o currículo, com uma pedagogia que seja crítica e traga possibilidades de crenças alternativas. È preciso ter certos cuidados ao trazer a cultura popular para a educação e desmistificar os discursos hegemônicos. Com a fusão destes dois elementos, o foco não será mais uma escola que promove operadores mas que traga partindo do cotidiano experiências de formação de um cidadão que ocupe um lugar político e social em suas relações humanas.